sábado, 26 de abril de 2014

Dons de Poder

2º Trimestre de 2014

Lição 4

27 de abril de 2014


Dons de Poder


TEXTO ÁUREO

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5).


VERDADE PRÁTICA

Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente.


HINOS SUGERIDOS

5, 30, 107


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Rm 1.16
O evangelho de poder
S
Terça - Rm 1 5-19
Sinais e prodígios
T
Quarta - 2 Co 4.7
A excelência do poder de Deus
Q
Quinta - 2 Co 1 3.4
O poder de Deus em nós
Q
Sexta - 1 Co 14.12
Edificando a igreja mediante os dons
S
Sábado - 1 Co 2.4
 Demonstração de poder divino
S

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12. 4,9-11
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Compreender o que significa o dom da fé;
·         Analisar biblicamente os dons de curar, e
·         Saber a respeito do dom de maravilhas.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O ministério terreno de Jesus foi marcado por inúmeros milagres, principalmente curas. A história eclesiástica comprova que a Igreja do primeiro século também operou maravilhas no poder do Espírito Santo. Entre os primeiros cristãos sobejavam os dons de poder. Se Jesus não mudou e os dons espirituais são para a Igreja de hoje, por que atualmente não vemos as manifestações dos dons de poder em nosso ambiente com mais freqüência? Será falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou será por causa do mau uso que alguns fazem das dádivas divinas?
Nesta lição estudaremos a respeito dos dons de poder. Veremos como eles são necessários à vida da igreja. Se você deseja recebê-los e usá-los para a glória do nome do Senhor; proporcionando a edificação da igreja, busque-os com fé em oração. [Comentário: Na continuidade do estudo dos dons espirituais, tomando a lista de 1 Coríntios 12.8-11, e na divisão didática sugerida na lição anterior, hoje faremos o estudo dos chamados dons de poder, ou seja, os dons de curar, a operação de maravilhas e o dom da fé. O pastor Raimundo F. de Oliveira escreve em seu livro ‘A Doutrina Pentecostal Hoje’: “Os dons de poder formam o segundo grupo dos dons do Espírito Santo, e existem em função do sucesso e do cumprimento da grande comissão dada por Jesus Cristo. Como o Evangelho é o poder de Deus, é natural que tenha a sua pregação confirmada com sinais e maravilhas sobrenaturais, que ratificam esse Evangelho e lhe dão patente divina.” Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD] Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
1. O que significa fé? Na epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (11.1). Essa é a definição bíblica sobre a fé, pois mostra a total confiança e dependência em Deus. Aprendemos com o texto do capítulo 11 de Hebreus, conhecido como a "galeria dos heróis da fé”, que Deus é poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa fé em Deus, fundamental para as operações divinas entre os homens. [Comentário: O dicionário VINE assim define o termo fé: “pistis, primariamente, ‘persuasão firme’, convicção fundamentada no ouvir, sempre é usado no NT acerca da ‘fé em Deus ou em Jesus, ou às coisas espirituais’” DICIONÁRIO VINE - W. E. Vine, Merril F. Unger & William White Jr. CPAD, Rio de Janeiro, RJ. 1ª edição, 2002; p. 648;.Em Mt 17.20 Jesus fala de uma fé que pode remover montanhas, operar milagres e curas, e realizar grandes coisas para Deus. É uma fé genuína que produz resultados: ‘nada vos será impossível’. É distinta da fé que produz salvação e da fé como fruto do Espírito. Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (1Co 13.12) e que freqüentemente opera conjuntamente com outras manifestações do Espírito Santo, como os dons de cura e de operação de milagres e maravilhas.]
2. A fé como dom. É distinta daquela que recebemos por ocasião da nossa conversão: a fé salvífica (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualmente, se distingue da fé evidenciada como fruto do Espírito (Cl 5.22). O dom da fé é a capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à esfera natural da vida, objetivando sempre a edificação da igreja. De acordo com o teólogo Stanley Horton, esse dom “é uma fé milagrosa para uma situação ou oportunidade especial”. [Comentário: Não confundamos este dom com a fé natural ou mesmo aquela manifestada para a conversão. A palavra de Paulo ao carcereiro de Filipos mostra a fé para a salvação: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31) A redenção não se obtém pelos méritos, mas unicamente pela fé no Filho de Deus (Ef 2.18). O segredo do Cristianismo não é o ‘ver para crer’ e, sim, o ‘crer para ver’. A fé “é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). A fé natural se constitui num elemento puramente humano. Essa fé é daquele que crê que Deus existe, mas nele não deposita confiança. Qualquer pessoa pode possuí-la, independente de ser cristão ou não. É a fé que o agricultor tem quando semeia o trigo, o arroz, o feijão, com a esperança de que vai nascer. Satanás também acredita que Deus existe e tem poder, (Tg 2.19). O dom da fé é um equipamento sobrenatural, que concede ao crente poder de confiar em Deus nas ocasiões em que só um milagre pode alterar a situação. É um poder extraordinário de confiança no Senhor, capacitando para se valer dos recursos do poder divino. É um alto grau de fé, no poder e na misericórdia, mediante a qual até milagres podem ser operados (Hb 11.32-34). Este dom capacita o crente a confiar quando tudo está aparentemente perdido, sem a mínima esperança de uma solução, atua visando fazer triunfar a vontade de Deus. Aqui, o impossível se torna possível, o abstrato se torna concreto, o invisível se torna visível, e o absurdo se torna uma possibilidade. Para Deus nada é impossível. A fé como dom é distribuída soberanamente pelo Espírito Santo para o proveito da Igreja onde ela for necessária. Recebemos a permissão, na verdade uma ordem, de "procurar os melhores dons", e isto "com zelo" (1Co. 12.31). É possível que este desejo sério esteja relacionado com "a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12.3), e a Bíblia nos incentiva a orarmos por um aumento da nossa fé. Mesmo assim, a partilha dos dons não depende da nossa vontade, mas da vontade do próprio Espírito Santo. Portanto, os charismata provêm da vontade graciosa de Deus, e são concedidos por Ele através do Espírito Santo.]
3. Exemplo Bíblico do dom da fé. Quando guiou o povo de Israel na saída do Egito e se aproximou do Mar Vermelho, já na iminência de ser destruído por Faraó, Moisés disse: “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Moisés “viu” pela fé o livramento do Senhor antes de o fato acontecer. Esta é uma boa amostra bíblica do exercício do dom da fé. [Comentário: Reproduzo aqui o que escreve o Pr Elinaldo Renovato, em seu livro ‘Dons espirituais & Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário’: “A resposta do líder do Êxodo foi uma demonstração de uma fé fora do comum. “Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Ele “viu” o livramento de Deus antes que acontecesse. Se tivesse falhado em sua fé, teria havido uma tragédia contra a sua liderança. Vemos esse dom operando na vida de Daniel. Quando soube do decreto do rei, proibindo que alguém fizesse qualquer pedido ou súplica a qualquer pessoa ou a qualquer Deus, e não unicamente ao rei, seria lançado na cova dos leões famintos, Daniel continuou orando ao Senhor, como o fazia três vezes ao dia. Foi acusado pelos seus adversários, e foi lançado na cova dos leões. O próprio rei viu que Daniel tinha fé em seu Deus (Dn 6.16). Daniel foi salvo da morte (Dn 6.23). Certamente, o exemplo do profeta Elias, diante dos profetas de Baal e de Asera, no Monte Carmelo, também envolveu o dom da fé. Ele fez um desafio aos profetas dos deuses falsos. Propôs que o Deus que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus. E Deus honrou sua fé, fazendo cair fogo do céu sobre o altar encharcado de água (1 Rs 18.22-39). Em sua viagem a Roma, o apóstolo Paulo foi vítima de um grande naufrágio. Escapando na Ilha de Malta, ele e os demais náufragos foram acolhidos com hospitalidade. Ali, experimentou um milagre extraordinário. Ao colocar alguns pedaços de madeira numa fogueira, foi picado por uma cobra venenosa, conhecida na região. Os nativos logo imaginaram que Paulo iria perecer dentro de poucas horas, pois sabiam que o efeito do veneno era mortal. Mas o servo de Deus, simplesmente, sacudiu a mão e a víbora cai no fogo, e nada lhe aconteceu (At 28.1-6). Esse dom da fé não se desenvolve. E concedido, em ocasiões especiais, para a resolução de algum problema insolúvel aos meios normais, racionais, ou naturais. E só é dado a quem já tem fé em Deus e em suas promessas. “Esse dom em ação gera uma atmosfera de fé, que dá convicção de que agora tudo é possível (cf. Jo 11.40-44; Mc 9.23). [...] Esse dom é um impulso poderoso à oração da fé (cf. Tg 5.17), pois impõe a certeza de que para Deus tudo é possível (cf. Lc 1.37; Mc 10.27).”3 Quando se diz que tudo é possível deve-se ter em mente que se tem em mente tudo o que é de acordo com a vontade de DeusElinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 45-46.]
SINOPSE DO TÓPICO (1)
O Espírito Santo concede aos crentes o dom da fé para que ele possa realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando à edificação da igreja.

II - DONS DE CURAR (1 Co 12-9)

1. O que são os dons de curar? São recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer tipo de enfermidade. Por isso a expressão está no plural. Deus é quem cura! Ele concede os “dons” segundo o conselho da sua vontade, sabedoria e no momento certo. No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso se manifestou ao povo de Israel como “Jeová Rafá” — O Senhor que sara (Êx 1 5.26; SI 103.3). A concessão desses dons à Igreja deve-se à necessidade de o Evangelho ser anunciado como uma mensagem poderosa ao não crente, que outrora não tinha fé, mas que agora passou a crer no Evangelho, arrependendo-se dos seus pecados (Mc 16.1 7,1 8; At 3.1 1-26; 4.23-31). [Comentário: Dos dons de poder, a cura estabelece a continuidade do ministério terreno de Jesus. Ele sarou a muitos e ordenou a seus discípulos: “Curai os enfermos” (Mt 10.8). Em 1Co 12.9 Paulo se refere a ‘dons de curar’. Do grego charismata e iamaton, convergindo para o português ‘dons de curar’. O fato destas palavras estarem no plural não deixa dúvidas de que se trata de ‘dons especiais. A Bíblia de Estudo Plenitude comentando 1Co 12.8-11, afirma: “Os dons de curar são aquelas curas que Deus realiza sobrenaturalmente pelo Espírito. O plural sugere, que como existem muitas doenças e moléstias, o dom está relacionado à cura de muitas desordens” Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189. Já a Bíblia de Estudo Pentecostal traz o seguinte: “O plural indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão, 1996, Rio de Janeiro; Adaptado do no Estudo Doutrinário Dons Espirituais para o Crente; pp.1756 e 1757.]
2. A redenção e as curas. Apesar de o crente ser redimido pelo Senhor através da obra expiatória efetuada por Jesus na cruz do Calvário, ele (o crente) ainda aguarda a redenção do seu próprio corpo. Quando o apóstolo Paulo tratou dos males que afligem à criação como resultado do pecado da humanidade, escreveu que “não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.2 3). Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível estaremos sujeitos a toda sorte de doenças. [Comentário: Aquele que recebe o dom de curar deve ser cônscio de que não pode curar indiscriminadamente quem quer; para que haja a cura é necessário que haja fé por parte do doente e também da permissão de Deus, ou seja, a cura do indivíduo depende do querer de Deus para com ele naquele momento. A Bíblia afira que, por onde os apóstolos passavam, os milagres e as curas aconteciam, e o povo era liberto ao ouvir a mensagem do Evangelho. É necessário saber que as curas divinas convenciam as pessoas do poder salvador de Jesus. Filipe exerceu o poder de cura e libertação (At 8.5-7). Sem dúvida alguma, a pregação do Evangelho, acompanhada por sinais e prodígios, promove a fé e a conversão de muitas almas a Cristo. Negar este fato é negar a própria fé pentecostal. Os dons de curar devem estar presentes na Igreja hoje para promover a fé e a ousadia na pregação do Evangelho e, principalmente, para que ela não caia na rotina e mero formalismo]
3. A necessidade desses dons. Os dons de curar são necessários à igreja da atualidade. Num mundo incrédulo em que a medicina se desenvolve rapidamente, o ser humano pensa que pode superar a Deus. A humanidade precisa compreender a sua limitação e convencer-se da sublime realidade de um Deus Todo-Poderoso que, em sua misericórdia e amor, concede sabedoria a homens e mulheres para multiplicar o conhecimento da medicina visando o bem-estar de todos. Quanto aos dons de curas, são manifestações de poder sobrenatural que o Espírito Santo colocou à disposição da Igreja de j Cristo para que a humanidade reconheça que Deus tem o poder de sanar todas as doenças. [Comentário: A fim de que a missão da Igreja não pudesse ser limitada à capacidade de simples iniciativa humana, o Espírito Santo fornece dons especialmente designados e distribuídos. A clara intenção é que a cura sobrenatural dos doentes deve ser um ministério permanente, estabelecido na Igreja ao lado e favorecendo a obra de evangelização do mundo. Isso vale para hoje – eterno – ‘porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento’ (Rm 11.29)Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1188. A Igreja é a expressão de Cristo, pois ela é o seu corpo dinâmico na terra (1Co 12.12,27). Quando pregamos a Cristo, demônios são expulsos, oramos e impomos as mãos sobre os enfermos, o fazemos em nome do Filho de Deus. Os dons de curar são especiais para a libertação de vários tipos de enfermidade. Eles atuam em prol da saúde do povo de Deus e da conversão dos que não conhecem a Cristo. Como o dom da fé, os dons de curas não são concedidos a todos os crentes (cf 1Co 12.11,30), todavia, todos nós podemos orar pelos enfermos e havendo fé, eles serão curados.]
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Existe uma variedade de manifestações do dom de curas. Sua concessão à igreja deve-se ao fato de que Deus quer dar saúde a seu povo.

III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)

1. O dom de operação de maravilhas. Este dom realiza obras extraordinárias além do poder humano. O dom de operação de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis. [Comentário: É algo sobrenatural (2Rs 4.1-7); algo que vai contra todas as leis da natureza (2Rs 4.32-37); algo que vai contra as leis da química e da física (2Rs 6.1-7); algo que está acima da compreensão e raciocínio humano, capaz até mesmo de mudar toda a ordem universal (Js 10.12-13). Existem três termos gregos identificados com o dom de maravilhas: dunamis, que significa poder, sem o qual não haveria milagres; teras, algo estranho que leva o observador a se maravilhar; maravilha, correspondendo ao que é assombroso e admirável, e semeion, que encerra o sentido de sinais. Portanto, sinais e maravilhas estão na mesma magnitude de milagres. Pedro, em seu sermão no dia de Pentecostes, asseverou: “Varões israelitas, escutai estas palavras: a Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (At 2.22). O sinal tem o propósito de apelar para o entendimento, a maravilha apela para a imaginação, o poder (dunamis) indica que a sua fonte é sobrenatural DICIONÁRIO VINE - W. E. Vine, Merril F. Unger & William White Jr. CPAD, Rio de Janeiro, RJ. 1ª edição, 2002; p. 774. Dom de operação de Maravilhas, portanto, é a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede a Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas, incluindo algumas como a ressurreição de mortos (Lc 7.11-17), e intervenção nas forças da natureza (Ex 14.21); incluindo os atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2).]
2. Exemplos bíblicos. O ministério terreno de Jesus foi marcado por operações de maravilhas. O Bom Mestre repreendeu o vento e o mar, e estes logo se aquietaram (Mt 8.23-27). O nosso Senhor atestou por muitas vezes o seu poder sobre a natureza criada para sua glória (Jo 1.3). Podemos destacar outros exemplos de operação de maravilhas no ministério de Jesus: a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7.11 -1 7); a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.21-43); a ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias (Jo 11.1-45). Nosso Senhor tem todo o poder sobre a morte, pois para Ele “nada é impossível” (Lc 1.37). Nosso Deus não mudou. O Pai Celestial deu dons a sua igreja a fim de que ela atue no mundo moderno com poder e graça. [Comentário: Fritz Rienecker. (1887-1965), editor, pastor e teólogo evangélico alemão, escreve o seguinte em seu Comentário Esperança Evangelho de Mateus: “A autoridade de Jesus de realizar milagres chega ao auge. Jesus tem poder sobre as forças da natureza, revela sua autoridade sobre os poderes demoníacos (8.28-34) e sobre os poderes da morte (9.18-26). Pelo plano indicado em 8.18, Jesus também queria anunciar o evangelho na região além do mar da Galiléia, na terra das Dez Cidades. Tendo falado longamente ao povo na margem de cá, estava tão cansado que, segundo a informação muito exata de Marcos, nem saiu do navio do qual tinha ensinado o povo. Seus discípulos o tinham levado “assim como estava”, i. é, sentado no barco. Alguns outros barcos os acompanhavam, formando uma pequena frota. O tempo estava calmo. Jesus, cedendo ao cansaço, adormeceu. O pincel de Marcos preservou para nós o quadro com maior exatidão. Jesus estava deitado na parte traseira do pesqueiro, sua cabeça repousava sobre um travesseiro que uma mão amiga lhe tinha oferecido. A palavra adormeceu significa no texto original “caiu em profundo sono”. É um termo do grego tardio. No lago cercado de montanhas ocorre muitas vezes, sobretudo no final da tarde em dias quentes, que súbitas tempestades intensas descem dos morros. Esse fenômeno conhecido é indicado em Lc 8.23 com o termo “caiu sobre eles”, como diz o original. Mateus expressa a vinda súbita e surpreendente da tempestade novamente com a palavra eis (cf. o exposto em 1.18). Subitamente a tempestade veio sobre eles. Os v. 25-27 mostram um quadro com uma expressividade dificilmente igualada sobre a terra. Os discípulos entram com Jesus na tempestade, i. é, penetram repentinamente na aflição, no perigo extremo, nas piores dificuldades. O que os discípulos fazem primeiro? Eles trabalham. São especialistas do ramo. Dirigem o barco como pessoas capacitadas. Afinal, conhecem a tempestade e o clima. Várias vezes essas tempestades já se abateram repentinamente sobre eles. E agora novamente um furacão desses! As ondas se agitam às alturas, os marinheiros recorrem a todas as forças para vencer o apuro e a tempestade. Empenham-se, trabalham arduamente, controlam as velas etc. É errado isso? Não, pois o cristão deve trabalhar, sim. Deve ser o trabalhador mais dedicado. O que é que os discípulos precisam reconhecer? Que o perigo é maior que suas forças, as dificuldades superam a sua capacidade. Que fazem, pois, os discípulos? Ficam nervosos! Gritam e perdem o controle. Sua maior aflição, porém, é esta: O Senhor Jesus dorme, ele silencia! Isso os leva a uma agitação maior ainda. Como Jesus pode ser tão indiferente, dormindo numa dificuldade dessas? Isso é falta de amor e de consideração. É indiferença. Então irritam-se com ele. Talvez até ficaram irados! Essa atitude é certa? Isto é fé? Não, porque fé não é perturbação, nervosismo, irritação, acusação, não é agitar-se nem gritar. O próprio Jesus lhes diz: Homens de pequena fé!, “descrentes, homens sem fé!” (Mc e Lc). Por que razão o Senhor realiza o milagre? Por causa da fé deles ou por causa da sua falta de fé? É por causa da falta de fé! Isso é estranho. É uma palavra muito séria! Que é falta de fé ou pequena fé? Podemos chamar os discípulos de descrentes?
• Afinal, estão com Jesus, foram junto com Jesus ao mar;
• Recorreram a ele na aflição;
• Contaram com a sua ajuda.
Não obstante, são descrentes, pessoas sem fé. Por isso estão sendo censurados por Jesus!
Por que o Senhor chama a atitude deles de falta de fé?
• Porque no apuro se tornam nervosos, perdem a calma, gritam perturbados, irritam-se;
• Porque querem forçar Deus a ajudar imediatamente e da maneira como eles imaginavam, como era o programa deles.
• Porque queriam que os seus problemas fossem eliminados.
Em Jesus nos é mostrado o que é fé verdadeira.
• Na fé autêntica as coisas acontecem muitas vezes de forma bem humana!
Também na pessoa de Jesus. Havia passado um dia de trabalho cansativo. O afluxo de pessoas era tão grande que ele nem sequer tinha tempo par comer, conforme relata Marcos. Ao entardecer ele tinha ensinado a partir do barco. Agora necessitava de descanso. Assim como estava, sentado no barco, eles o levaram. Na terra de fato não tinha onde reclinar sua cabeça. Cansado e esgotado, adormece. Esta é a única vez em que lemos que Jesus dormia (embora à noite naturalmente costumasse dormir). Novamente somos colocados diante da natureza plenamente humana de Jesus. Ele foi um ser humano igual a nós, teve fome e sede, chorou, sentiu compaixão, trabalhou até o esgotamento total, andou sob o sol ardente em estradas poeirentas. Na fé genuína as coisas acontecem de modo bem humano!
• Na fé verdadeira as coisas acontecem muitas vezes de maneira bem desumana!
Todo o nosso programa, o que planejamos e refletimos, às vezes é simplesmente deixado de lado. Esforçamo-nos tanto, mas ainda assim só se fazem julgamentos negativos de nós. Tudo é distorcido e pisado aos pés.
Quanta necessidade o Senhor tinha do sono! Lá fora, sobre o mar calmo, ele espera que finalmente possa descansar sem ser incomodado. Mas, no meio do sono, os discípulos o interrompem sem a menor consideração. Contudo, em nenhum momento ele se altera pelo súbito incômodo. Na fé autêntica não existe nervosismo, irritação, contrariedade, lamentação, reação e murmuração.
• Na fé verdadeira a pessoa sabe: Tudo é governado pelo melhor regente, tudo está nas melhores mãos.
Os discípulos pensam: O vento e as ondas decidem sobre a nossa vida. A fé genuína sabe: Não são o vento e as ondas, não são as pessoas que decidem sobre nós, mas tão somente Deus!
Tudo está sob controle. Jesus foi o único que, mesmo na tempestade, conservou sua posição junto de Deus. Observava a fúria dos elementos da natureza com a certeza: Tudo isso está sendo governado! Jesus não precisa recordar-se penosamente do Pai. Pelo contrário, quando acorda e seus olhos vêem o perigo, de imediato e com a mesma certeza ele vê também o Pai. Está aí não apenas a tormenta. Também o Pai está presente e governa. A natureza repousa dócil em suas mãos, pois é criatura dele. Acima da lei da natureza governa uma vontade, a vontade do Pai. E o infinito dos espaços siderais é envolto pela sua mão. Vento e ondas e tudo o que mais a natureza tiver, são propriedade de Deus, permanecendo por isso incessantemente a seu serviço. Essa não era apenas a doutrina de Jesus. Isso também ficava claro pela suas ações. Fritz Rienecker. Comentário Esperança Evangelho de Mateus. Editora Evangélica Esperança.]
3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas. O cristão não tem autorização divina para “de terminar”, “decretar” ou “exigir” a cura dos enfermos. A nossa relação com Deus não se dá em forma de barganha. Quem somos nós para exigir de Deus alguma coisa? Somos seres humanos limitados! Se (não fosse a graça e a misericórdia de Deus, o que seria de nós? Como discípulos de Cristo, devemos rogar ao Pai, buscando-o de todo o nosso coração para curar os doentes, pois a Palavra de Deus recomenda que oremos pelos enfermos (Tg 5.14). A oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e independe de se ter o dom ou não. Jesus nos ensinou que em seu nome deveríamos impor as mãos sobre os enfermos para que eles sejam curados (Mc 16.18). Nossa responsabilidade é orar pedindo a cura. Quem sara o enfermo, de acordo com a sua soberana vontade, é Deus. O crente que impõe as mãos sobre o enfermo não pode ser tratado como um ídolo na igreja, principalmente se o enfermo for curado. Nem podemos imaginar que porque aconteceu o milagre aquela vez, sempre haverá outros milagres. Que o Altíssimo tenha misericórdia e proteja-nos dessa pretensão! Quem opera os sinais e as maravilhas é o Senhor, não o homem. Toda ação decorrente dos dons vem do Espírito Santo e, por isso, não podemos agendar dias nem marcar horários para sua operação. Façamos a obra de Deus com honestidade e decência! [Comentário: Os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6). Podemos ver isso através dos ministérios espirituais, e dons espirituais. O objetivo da Igreja como o corpo de Cristo é executar as ordens da cabeça, o próprio Cristo. (Ef 4.16). Sem exceção, maravilhas acompanharam o ministério de pregação dos líderes da Igreja primitiva. Pedro, em seu sermão registrado em At 2, relembrou às pessoas de que a credibilidade de Jesus baseava-se em seu ministério de maravilhas. Essa mesma credibilidade acompanhou aqueles escolhidos para liderança, como Estêvão, Filipe, Barnabé, Silas e Paulo, bem como os apóstolos originais. Este permanece na presente era disponível à Igreja, é um dom para todos os crentes em todas as gerações. Em At 2.39, ‘todos os que estão longe’ incluem os crentes distantes, quer geográfica como temporalmente. O dom, também chamado de operação de milagres, prodígios e sinais, se constitui em manifestações especiais do poder de Deus que fogem às limitações humanas. São superiores e inexplicáveis. Ele demonstra o poder de Deus na realização de coisas miraculosas e extraordinárias. Ex: Jesus: “Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo.”(Jo 9.6,7), Paulo: “Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum.”(At 28.5). Na operação dos poderosos sinais que envolvem os milagres, o supremo Senhor, apenas usa da forma que ele quer as leis e forças por ele mesmo criadas em socorro dos seus filhos. Isso é milagre (Leia Gl 3.5). A Igreja que ignora a atualidade dos dons, acaba por apagar o Espírito, como afirmou o teólogo holandês Abraham Kuiper: “Se os ministros não derem crédito à obra do Espírito Santo, darão pedra em vez de pão ao seu rebanho”. Precisamos enfatizar não apenas os dons de poder, mas todos os dons do Espírito, não apenas o dom de línguas ou o de profecia, mas como espirituais, desejar os mais excelentes dons; no dizer do Rev Hernandes Dias Lopes, “Hoje, quando se fala no Espírito Santo, quase só se pensa em dons, especialmente os dons de sinais. Não se pode restringir a ação do Espírto Santo aos dons. Não somos apenas carismáticos, somos pneumáticos. [...] Temos apagado o Espírito – quando tiramos o combustível que o alimenta: Palavra, oração.”http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/03/a-acao-do-espirito-santo-na-vida-da-igreja/.]
SINOPSE DO TÓPICO (3)
O cristão não tem autorização divina para “determinar”, “decretar” ou “exigir” a cura dos enfermos.

CONCLUSÃO
Deus pode conceder a seus servos o dom da fé, dons de curar e o de operação de milagres, mas sempre de acordo com a sua vontade e graça. Lembre-se de que os dons de poder contribuem para legitimar a pregação do Evangelho. Infelizmente, há pessoas que querem utilizar essas dádivas para obterem lucros financeiros e enriquecimento pessoal. Isto envergonha o nome de Jesus e mancha a idoneidade da Igreja na sociedade. Quem procede desta forma está suscetível ao juízo de Deus, que virá no tempo próprio. Que nós, a Igreja, o povo do Senhor, façamos uso dos dons de poder para propagar o Evangelho de nosso Senhor e glorificar o nome do Pai no poder do Espírito Santo! [Comentário: Pela soberania divina é que os dons são distribuídos, não como recompensa ou pelo mérito. Concluo afirmando que é falacioso, antibíblico e insensato o ensino de que aquele que possui um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Os dons de poder, como os demais dons, são soberanamente distribuídos pelo Espírito, continuam atuais e disponíveis à Igreja para a glória do nome do Senhor. O Espírito Santo manifesta Seus dons e poder em homens e mulheres de Deus, para que eles possam fazer o que Ele decide soberanamente o que deve ser realizado. Nós precisamos destas Manifestações Poderosas em nossa vida para que possamos cumprir o nosso papel para o qual fomos alistados: servir e edificar a Igreja, estender a mão aos incrédulos e edificar a nossa fé. No pensamento do apóstolo Paulo, vida na igreja e dons do Espírito Santo eram coisas intrínsecas. Jesus, o nosso Mestre Poe excelência viveu, trabalhou e orou no poder do Espírito Santo e é dele a afirmativa que diz: “Aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço.” Com a mesma unção que estava sobre Ele nós também podemos fazer estas obras e levar a cabo seu imperativo de ir e ensinar todas as nações. Certa feita, os opositores da seita do Caminho inquiriram os discípulos: “Por meio de que poder vocês fizeram isso?” Foi no poder do qual Jesus havia falado: “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. Ao findar este trimestre abençoado, estaremos mais convictos da fé que temos abraçado e quiçá, também poderemos nos tornar como Estêvão - “cheio de fé e poder, fazendo grandes maravilhas e sinais entre o povo”.] “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!

Campina Grande-PB
Abril de 2014.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
EXERCÍCIOS

1. Defina fé segundo Hebreus 11.1.
R: "A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1).
2. O que é o dom da fé?
R: É a capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à esfera natural da vida.
3. O que são dons de curar?
R: Recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer
tipo de enfermidade.
4. O que faz o dom de maravilhas?
R: A operação de maravilhas realiza obras extraordinárias que o ser humano jamais poderia fazer.
5. Cite três exemplos de operação de maravilhas no ministério de Jesus.
R: A ressurreição do filho da viúva de Naim, a ressurreição da filha de Jairo e a ressurreição de Lázaro.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
- . Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;
- . Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
- . Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010;
- . Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
- . Lições Bíblicas 1º Trim 1994 – Livro do Mestre, CPAD, Espírito Santo – A Chama Pentecostal;
- . Lições Bíblicas 3º Trim 1996 - Jovens e Adultos: Atos - O padrão para a Igreja da última hora;
- . Lições Bíblicas 1º Trim 2004 - Jovens e Adultos: A Pessoa e Obra do Espírito Santo;
- . Lições Bíblicas 2º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Movimento Pentecostal – As doutrinas da nossa fé;
- . Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001;
- . Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.


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sábado, 19 de abril de 2014

A Ética Cristã e o Homossexualismo


Se há um assunto que gera muita discussão e polêmica no campo da Ética Cristã, esse assunto é sem dúvida o homossexualismo. A começar pela própria palavra – homossexualismo – que é tremendamente discutida, principalmente por aqueles que defendem a prática homossexual. É que o sufixo “ismo” teria conotação de doença, dando a entender que os homossexuais são doentes e que o homossexualismo é uma doença. De fato, a palavra só foi excluída da lista de distúrbios mentais da OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1990.
1. O Que Dizem os Dicionários?
Dicionário Aurélio[1] define os dois termos da seguinte maneira:
a)    Homossexualismo: Prática do comportamento homossexual.
b)    Homossexualidade: Caráter de homossexual; homossexualismo, inversão.
Já o Dicionário Houaiss é mais claro na definição de “homossexualismo”: “prática amorosa ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo”.
Enciclopédia Barsa define “homossexualismo” como “Atração sexual entre pessoas do mesmo sexo. Essa atração, em geral, mas nem sempre, leva ao contato físico, culminando em orgasmo. O homossexualismo feminino é comumente denominado lesbianismo, palavra derivada de Lesbos, nome de uma ilha do Egeu onde a poetisa Safo atuava como guia de um grupo de mulheres”[2]. Vale ressaltar que embora tendo sido considerado até mesmo como uma forma de sexualidade superior a heterossexualidade na Grécia antiga, nas sociedades posteriores, especialmente nas ocidentais, a prática homossexual, bem como os homossexuais, foram rejeitados e condenados. Na Idade Média, a pena para os homossexuais era a tortura e a morte. Na Suíça do período da Reforma Protestante, as pessoas que eram pegas em ato homossexual eram esquartejadas vivas e assim deixadas durante sete dias, para depois serem queimadas! Outras nações européias como Portugal, Itália e França aplicam medidas da mesma severidade[3]. Mesmo no século 18 houve casos de homossexuais levados á fogueira em Paris[4]. Nos Estados Unidos, já no século 20, em alguns estados, a lei prescrevia para os homossexuais penas que iam até a prisão perpétua. Mesmo hoje, em pleno século 21, embora haja uma aceitação social muito maior para o homossexualismo na sociedade, muitos são vítimas de atentados e agressão psicológica e física. Em 1897, na Alemanha, aconteceu o primeiro movimento social que buscava o reconhecimento dos direitos civis dos homossexuais. No início do século 19 começam as tentativas de explicar pelo viés da ciência a prática homossexual, mas não houve êxito. Freud desenvolveu uma teoria que explica o homossexualismo a partir de aspectos psíquicos. A maioria dos profissionais da Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise vêem “o homossexual como alguém que não amadureceu de todo e por isso é incapaz de se relacionar plenamente com o sexo oposto”[5]. É preciso que se diga também que o conceito de “cura” aplicado aos homossexuais é muito discutido também pelos profissionais dessas áreas, tendendo-se a rejeitar essa idéia, pelo fato de homossexualismo não ser considerado uma doença. O termo “cura” acaba assumindo assim uma conotação de preconceito e discriminação.
            2. O Que Diz a Ética Cristã?
A Ética Cristã, como já dissemos anteriormente, está embasada na Palavra de Deus. A Bíblia, sem sombra de dúvida alguma, condena a prática homossexual. Se o termo “homossexualidade” procura indicar a prática homossexual como algo perfeitamente aceitável e normal, especialmente no campo da moral, então rejeitamos essa palavra e o cabedal intelectual que ela traz consigo. Cada vez mais a sociedade brasileira (e mundial, especialmente o Ocidente) vem recebendo o homossexualismo como algo aceitável, normal e até digno de ser incentivado. Cada vez mais programas de TV e rádio vem dando espaço para a idéia homossexual e a apresentando sistematicamente. Homossexuais recebem espaço na TV e falam de suas experiências sexuais com a maior naturalidade e programas antes exibidos depois das dez horas da noite, dado o seu conteúdo explicitamente pornográfico, agora chegam a ser exibidos no horário nobre! Já existem até mesmo segmentos ditos “evangélicos” que apóiam e incentivam a prática homossexual. Existem, inclusive, as chamadas “Igrejas Gays” com seus pastores e pastoras gays! Recentemente houve grande repercussão do lançamento de uma “Bíblia Gay”, por assim dizer. Trata-se de uma versão adulterada da Bíblia, que mutila textos que mencionam a prática homossexual, alterando grosseiramente o seu sentido. Isso, além de ser desonestidade, é deslealdade para com a Palavra de Deus. Um típico exemplo (nada novo) de grupos que para defender sua própria conduta imoral e seus próprios conceitos, adulteram o texto bíblico procurando condicioná-lo a seu bel-prazer.
            3. A Bíblia condena a prática homossexual?
Sem dúvida que sim. Na Bíblia existem sete passagens que são conclusivas sobre a questão da prática homossexual ser pecado; são eles:
1.    Gênesis 19.5-7
2.    Levítico 18.22
3.    Levítico 20.13
4.    Juízes 19.22,23
5.    Romanos 1.21-31
6.    1 Coríntios 6.9,10
7.    Judas 6 e 7
No texto de Romanos 1.26 e 27, assim como em 1 Coríntios 6.9 e 10, o apóstolo Paulo chega a distinguir as formas de relação homossexual, indicando que ambos os casos são contrários à vontade de Deus. No primeiro ele chega a citar o homossexualismo feminino e no segundo (um texto até curioso), o apóstolo chega a fazer a distinção entre o homossexual ativo e o passivo. Champlin pontua que a palavra “efeminado”, como um substantivo, “significa ‘suave’, ‘efeminado’, tendo sido largamente aplicado à homossexualidade por vários autores antigos, indicando homens que aceitam os afagos de outros homens, como se fossem mulheres” [6]. Já o termo “sodomitas” tem ligação com a homossexualidade em vista desse pecado ser prevalente em Sodoma, quando Ló ali habitava. Champlin[7] é categórico:
No grego, essa palavra, literalmente traduzida, indica ‘ato sexual de homem com homem’. A sodomia, portanto, é apenas um eufemismo, sendo largamente empregada pelos tradutores, a fim de suavizar o impacto da expressão. Não sabemos precisar se Paulo quis estabelecer contraste entre essa palavra e o vocábulo anterior, que também indica homossexualidade. Talvez a primeira dessas palavras indique os homens que fazem um papel feminino, ao passo que esta última indique os pederastas[8] positivos. Paulo condenou severamente a uns e a outros, em Romanos 1.26,27, onde essa prática, tanto de mulheres com mulheres como de homens com homens, é condenada.
            4. Qual Deve Ser a Postura da Igreja Face aos Homossexuais?
            Embora estejamos nós, a Igreja de Cristo, convencidos pela Bíblia Sagrada, de que Deus condena a prática homossexual, devemos ter as seguintes posturas:
a)    Aceitar e acolher o pecador, mas jamais a sua prática pecaminosa.Não é tarefa fácil fazer essa separação, mas cremos e temos visto na vida de muitos homossexuais o poder transformador do evangelho de Cristo. A Igreja deve sempre repudiar o pecado e tudo o que ele traz consigo, mas jamais deve estar fechada ao perdido. Foi para isso que Jesus veio: salvar o perdido (cf. Lc 5.31,32; 19.10).
b)    Jamais apoiar ou incentivar qualquer prática de violência contra homossexuais, seja violência física ou psicológica. Embora devamos sempre nos posicionar com segurança e firmeza nessa questão, deixando claro que a prática homossexual é pecaminosa e contrária a vontade de Deus (repito: pecaminosa e contrária a vontade Deus), não é conveniente que façamos uso de termos pejorativos, depreciativos, humilhantes e menos ainda que usemos de violência física. Precisamos separar as coisas!
c)    Possibilitar a essas pessoas a oportunidade de serem recebidas e acolhidas em nossos templos, sem seres tratadas como se fossem “seres de outro planeta”[9]. Ao tratar desse tema em sala de aula, costumo perguntar aos meus alunos se nós, em nossas igrejas evangélicas, estamos de fato preparados para receber pessoas assim. É fato que muitos homossexuais, especialmente agora, em que o assunto ganha espaço na mídia, entram em nossos templos com o objetivo de tripudiar e escarnecer. Mas é verdade também que muitos homossexuais respeitam o culto cristão e vão a ele com o objetivo de participar, genuinamente.
[1] Versão eletrônica.
[2] Enciclopédia Barsa, vol. 9, 1995: Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, p. 109.
[3] ALMEIDA, Abraão de. 201 Respostas para o seu enriquecimento espiritual e cultural. 1ª ed.: 2007, CPAD, p. 253.
[4] Enciclopédia Barsa, vol. 9, 1995: Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, p. 109.
[5] Op. Cit.
[6] CHAMPLIN, Russell N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. vol. 4, 10ª reimpressão: 1998, ed. Hagnos, p. 83.
[7] Op. Cit.
[8] Não podemos afirmar qual a intenção exata de Champlin ao usar a palavra “pederasta” em referência aos homossexuais, mas neste trabalho a admitimos (e o texto de Champlin aqui citado também parece indicar isso) com o sentido único de “Homossexualismo masculino”, como consta da versão eletrônica do Dicionário Aurélio.
[9] Essa foi apenas uma comparação com fins didáticos. Não creio que haja vida em outros planetas.
 Extraído do blog Fundamentos Inabaláveis em 05/12/2013
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Dons de Revelação


2º Trimestre de 2014

Lição 3

20 de abril de 2014


Dons de Revelação


TEXTO ÁUREO

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26).


VERDADE PRÁTICA

Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.


HINOS SUGERIDOS

155, 387, 441.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1Rs 4.29-31
Sabedoria concedida por Deus
S
Terça - 2Rs 6.8-12
Deus revela o oculto
T
Quarta - 1Co 12.8
Sabedoria e ciência
Q
Quinta - Mt 2.12
Proteção por divina revelação
Q
Sexta - Ef 1.17
Espírito de sabedoria e revelação
S
Sábado - Ap 1.1
A revelação de Jesus Cristo
S

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.8,10; Atos 6.8-10; Daniel 2.19-22.
1 Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

Atos 6
8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

Daniel 2
19 - Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
20 - Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força;
21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Analisar o dom da palavra da sabedoria.
·         Compreender o dom da palavra da ciência.
·         Saber a respeito do dom de discernimento dos espíritos.

PALAVRA CHAVE
Revelação: Ato pelo qual Deus revela aos homens os seus mistérios, sua vontade.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O teólogo pentecostal Stanley Horton afirma que “a maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Coríntios 12.8-10 em três categorias: revelação, poder e expressão, [tendo] três dons em cada categoria”. Na lição desta semana estudaremos a respeito dos dons da “primeira categoria”: os de revelação. Estes são concedidos aos servos de Deus para o aconselhamento e orientação da Igreja do Senhor. [Comentário: Os dons de revelação têm o propósito de manifestar a onisciência de Deus no meio da Igreja. O s dons espirituais formam a base do crescimento espiritual e capacita o crente para o serviço. Seu exercício é fundamental, tanto na adoração como na edificação da Igreja. Eles podem ser classificados em três grupos: primeiro, dons de revelação: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos. Segundo, dons de poder: fé, dons de cura e operação de maravilhas. Terceiro, dons de inspiração: profecia, variedades de línguas e interpretação de línguas. Os DONS DE REVELAÇÃO são assim chamados porque concedem ao crente poder para o saber, ou seja, recebemos do Espírito Santo informações e revelações de forma sobrenatural, com a finalidade de tornar-nos capazes de conhecer o pensamento divino e a intenção dos opositores da obra divina, em certos momentos, ou para fins específicos.]Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. PALAVRA DA SABEDORIA

1. Conceito. O termo palavra exprime uma manifestação verbal ou escrita. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, sabedoria significa “discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas”. A sabedoria abordada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis. De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra da sabedoria é a sabedoria de Deus, ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que nos é dada por meios sobrenaturais”. [Comentário: O Pastor Elinaldo Renovato escreve em seu livro ‘Dons espirituais & Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário’, que “o s dons de revelação constituem parte da revelação de Deus, concedida ao homem salvo, para que, por eles, a “multiforme sabedoria” divina seja manifestada no meio da Igreja, e os crentes em Jesus sejam protegidos das sutilezas do Adversário e das maquinações humanas contra a fé cristã. Sem a presença física de Cristo, após sua Ascensão aos céus, os salvos, reunidos em igrejas locais, precisam, de maneira indispensável, dos dons espirituais, tanto para cumprirem a Missão confiada por Cristo, quanto para lutar e vencer “as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Sem eles, a igreja local não passa de uma comunidade humana, uma associação religiosa, como um “vale de ossos”, transformados em corpos com tecidos humanos, mas sem vida. Tem estruturas humanas, ministeriais, denominacionais, intelectuais, políticas e administrativas, mas não tem o poder de Deus em sua vida institucional. Os dons espirituais propiciam a provisão divina para a igreja cumprir a sua missão, concedida por Cristo, de proclamar o evangelho por todo o mundo e a toda a criatura. Dentre esses, os chamados “dons de revelação” aparecem como categoria de grande valor e necessidade, no meio das igrejas locais. No tempo de Paulo, havia confusões, mistificações doutrinárias, ensinos heréticos e tantos outros tipos de informações, que chegavam aos ouvidos dos crentes, que muitos se desviaram, iludidos pelos “ventos de doutrina” (Ef 4.14). O gnosticismo ameaçava a integridade da fé cristã. Os judaizantes queriam impor seus ensinos legalistas e ultrapassados. A igreja precisava de recursos espirituais sobrenaturais para não ser esmagada pelas heresias, muitas delas travestidas de verdades absolutas. Só a revelação de Deus, manifestada de forma incisiva, poderia evitar a derrocada do cristianismo. E, nos dias presentes, será que não há necessidade da revelação especial de Deus, através de sua palavra e de dons ou carismas que façam a diferença, para que os cristãos saibam discernir o “joio do trigo”? Certamente hoje, mais do que nunca, a igreja de Jesus, em toda a parte, necessita desses recursos. Os dons de revelação podem identificar a origem, os meios e os propósitos de muitas falsas doutrinas que surgem a cada dia, no meio evangélico. Pela revelação sobrenatural, pode-se desmascarar os falsos pastores, os “obreiros fraudulentos”, “de torpe ganância”Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 31-32.]
2. A Bíblia e a palavra de sabedoria. Embora na Antiga Aliança os dons espirituais não fossem plena e claramente evidenciados como na Nova, alguns episódios do Antigo Testamento vislumbram o quanto Deus conferia aos homens sabedoria do alto para executar tarefas ou tomar decisões. Um exemplo disso é a revelação e a interpretação dos sonhos de Faraó através de José, o filho de Jacó (Gn 41.14-41). Ele não apenas interpretou os sonhos de Faraó, mas trouxe orientações sábias para que o Egito se preparasse para o período de fome que estava para vir. A habilidade do rei Salomão em resolver causas complexas, igualmente, é um admirável exemplo de dom da sabedoria no Antigo Testamento (1Rs 3.16-28; 4.29-34). Em o Novo Testamento podemos tomar como exemplo de palavra da sabedoria a exposição da Escritura realizada pelo diácono e primeiro mártir cristão, Estevão. O livro de Atos conta-nos que os sábios da sinagoga, chamada dos Libertos, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6.9,10). [Comentário: A palavra da sabedoria e da ciência é a capacidade de saber e de aplicar as revelações são as principais virtudes da sabedoria e da ciência. A palavra da sabedoria é conhecimento dado pelo Espírito que capacita o crente a perceber, falar e agir em circunstancias tais que os elementos naturais se tornam inúteis (Leia Tiago 3.17 e 1 Co 2.6-8). A palavra da ciência ou do conhecimento também não provém de habilidades humanas. Não é adivinhação; fenômeno psíquico, perceptivo ou telepático (leia Dt 18.9-12) e nem tão pouco é o resultado de um profundo conhecimento bíblico e teológico. No Antigo Testamento, temos alguns exemplos marcantes dessa revelação da sabedoria de Deus. José, na prisão, interpretou sonhos de servos de Faraó, os quais se cumpriram plenamente. Chamado ao palácio real, diante de todos os sábios, adivinhos e conselheiros do rei, interpretou os sonhos proféticos que Deus concedera ao monarca egípcio. Se não fosse a sabedoria do Espírito de Deus, jamais o jovem hebreu teria tamanha capacidade para interpretar os misteriosos sonhos das vacas gordas e das vacas magras, e foi elevado à posição de Governador do Egito (cf. Gn 41.14-41). Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 34-35.]
3. Uma liderança sábia. A palavra de sabedoria é de grande valor na tarefa do aconselhamento pessoal e em situações que demandam uma orientação no exercício do ministério pastoral. Entretanto, tenhamos cuidado para não confundir a manifestação desse dom com o nosso desejo pessoal. Lembremo-nos de que Deus manifesta os dons em nossas vidas segundo o conselho da sua sabedoria, não da nossa. Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons! [Comentário: Há o conhecimento natural que um homem adquire no decorrer da sua vida, por experiências, estudos, leituras, convivência com outras pessoas, viagens, pesquisas, buscas constantes motivadas pela ânsia de saber. A palavra da ciência é uma revelação sobrenatural que Deus concede aos crentes em certos momentos de suas vidas, com a finalidade de socorrer os seus e manifestar sua glória e poder. As palavras da ciência e da sabedoria se completam. A primeira permite conhecer os segredos divinos; a segunda leva o crente a aplicar corretamente os conhecimentos revelados. O Espírito Santo revela de modo sobrenatural o plano e qual o propósito de Deus ao individuo para o futuro , através de uma Palavra de sabedoria. É uma palavra somente, e não toda a sabedoria de Deus, pois é impossível para o ser humano ter toda a sabedoria. Devemos entender que não se trata da sabedoria natural que o homem utiliza para o dia a dia, pois essa Tiago 1:5 diz que podemos pedir que Deus dá a todos liberalmente. A Bíblia fala de três tipos de sabedoria : l) Aquela que chamamos de Sabedoria humana para as questões da nossa vida; 2) A sabedoria Satânica usada para o mau e 3) A Sabedoria de Deus que usamos para engrandecer o Criador. De acordo com a Palavra de Deus esse dom atua em conjunto com o dom do conhecimento. (Atos: 9:10-16, 11:28-30; )Sabemos que nos últimos dias o dom da palavra de Sabedoria estará atuando grandemente no seio da Igreja do Senhor.]
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A sabedoria a que se refere 1 Coríntios 12.8 não é a humana, adquirida mediante os livros ou nas universidades, mas sim uma capacidade sobrenatural, divina, para tomar decisões sábias em circunstâncias extremante difíceis.

II. PALAVRA DA CIÊNCIA

1. O que é? Este dom muito se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus conforme aborda Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática (CPAD). Este dom também se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas. [Comentário: O Pastor Elinaldo Renovato escreve em seu livro: “É manifestação da ciência ou do conhecimento de Deus, concedido ao homem salvo. Pode ser dado por sonho, por visão, por revelação especial, por voz de Deus na mente, operando na esfera humana, no seio da igreja; sendo um conhecimento sobrenatural propiciado por Deus. Paulo fala de “todos os mistérios e toda a ciência” (1 Co 13.2), que só têm valor se for sob a graça do amor de Deus. Através desse dom, o crente penetra nas profundezas do conhecimento de Deus (cf. Ef 1.17-19). “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Co 2.9). A Palavra de Deus mostra exemplos desse dom. Quando Jesus pregava para a mulher samaritana, soube detalhes da vida dela, que o conhecimento humano não teria condições de alcançar naquela circunstância de um encontro inesperado. Ele disse à mulher que chamasse seu marido. A mulher respondeu que não tinha marido e Jesus lhe disse que ela tivera “cinco maridos” e aquele com quem vivia não era seu marido. A mulher ficou admirada, e disse: “Senhor, vejo que és profeta” (Jo 4.16-19). A palavra da ciência não é adivinhação nem expressão de tentativa de erro e acerto. E dada pelo Espírito Santo”. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 36-37.]
2. Sua função. O dom da palavra da ciência não visa servir a propósitos triviais, como o de descobrir o significado dos tecidos do Tabernáculo ou a identidade da mulher de Caim, etc. Isto é mera curiosidade humana, e o dom de Deus não foi dado para satisfazê-la. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno. [Comentário: Esse dom revela coisas que não são percebidas pela visão natural (ver 1 Sm 16.7; Jo 2.24,25). É uma revelação sobrenatural do Espírito Santo ao ser humano de fatos e informações que seriam impossíveis de serem conhecidos se não fossem liberados da mente de Deus e pode envolver pessoas, lugares e objetos. É uma palavra de conhecimento do presente ou de alguma coisa do passado que Deus quer revelar, para que seu nome seja engrandecido e glorificado. Isso só pode acontecer pela ação do Espírito Santo. Este dom permite que a pessoa identifique fatos recentes, como cumprimento de profecias bíblicas antigas. Somente o conhecimento da Palavra de Deus, permitirá que a pessoa reconheça uma profecia e o seu cumprimento. Exemplos: • O jovem Samuel, foi chamado por Deus e recebeu uma palavra de conhecimento sobre o futuro da família do sacerdote Eli. I Samuel 3:1-14. • Mais tarde, Samuel recebeu a revelação de que Saul seria ungido rei de Israel, e que ele estava escondido entre as bagagens. I Samuel 9:15-16 e I Samuel 10:22. • O profeta Eliseu preveniu o rei de Israel para não seguir por determinado caminho, por onde o rei da Síria passaria. I Reis 6:8-12. • Eliseu prediz abundância de comida. II Reis 7:1. • Eliseu recebeu uma palavra sobre Geazi, seu ajudante, que desobedeceu recebendo presentes do general sírio. II Reis 5:25-26.]
3. Exemplos bíblicos da palavra da ciência. Ao profeta Eliseu foram revelados os planos de guerra do rei da Síria. Quando o rei sírio pensou em atacar o exército de Israel, surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos inimigos (2Rs 6.8-12). Outro exemplo foi a revelação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor, quando Deus descortinou a história dos grandes impérios mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-19). Em o Novo Testamento, esse dom foi manifesto quando o apóstolo Pedro desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). O dom da palavra da ciência não é adivinhação, mas conhecimento, concedido sobrenaturalmente, da parte de Deus.[Comentário: O profeta Eliseu sabia os planos de guerra do rei da Síria, mesmo à distância. Quando o rei pensava em atacar o exército de Israel de surpresa, em determinado lugar o profeta de Deus alertava ao rei de Israel dos planos do inimigo, por diversas vezes. O rei sírio ficou intrigado e desconfiou de que haveria um traidor no meio de suas tropas. Mas um dos servos do rei o fez saber o mistério: “E disse um dos seus servos: Não, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir” (2 Rs 6.8-12). Era um conhecimento muito mais aperfeiçoado do que todos os atuais sistemas de informação, com uso de tecnologia de ponta, usados no mundo atual. Eliseu não tinha informantes, nem sonhava com equipamentos de comunicação ou de satélites. Era a mensagem divina, diretamente do Espírito Santo ao seu coração. Quando o profeta Samuel disse a Saul que as jumentas do pai já haviam sido encontradas, foi pela ciência ou conhecimento de Deus (1 Sm 9.15-20). Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 37-38.]
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O dom da palavra da ciência não é para servir a propósitos triviais. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno.

III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

1. O dom de discernir os espíritos. É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”. Stanley Horton afirma que este dom “envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos” (cf. 1Jo 4.1). [Comentário: Como as palavras da ciência e da sabedoria, o dom de discernir os espíritos é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo que permite conhecermos a natureza e o caráter dos espíritos. Ajuda o crente a separar o falso do verdadeiro, o puro do impuro, o santo do pecador, o joio do trigo e, especialmente, a intenção dos corações (Leia 1 João 4.1). a. Exemplo do Antigo Testamento:- O profeta Elizeu, homem de Deus, desmascarou o espírito de engano em seu servo que desejou tomar de Naamã um talento de prata e duas mudas de roupa, como pagamento da cura de sua lepra. O pobre Geazi herdou apenas a lepra. Os que compram e vendem os dons de Deus morrem leprosos, mesmo que esta doença não seja visível no corpo, inunda a alma com a imundície deste pecado, chamado de simonia (2 Reis 5.20-27). b. Exemplo do Novo Testamento:- É no Novo Testamento que este dom se manifesta em todo o seu vigor, revelando os espíritos maus e enganadores dos últimos tempos. Em Atos 16.16-18, Paulo enfrentou uma situação na qual precisou discernir os espíritos. Ele conheceu a origem daquela bajulação e expulsou o demônio em nome de Jesus Cristo. Os crentes precisam exercer este dom na atualidade, quando o espírito de mentira está em muitos lábios, tanto ou mais que nos dias dos apóstolos.]
2. As fontes das manifestações espirituais. Ao longo das Escrituras podemos destacar três origens das manifestações espirituais no mundo: Deus, o homem e o Diabo. Uma profecia, por exemplo, pode ser fruto da ordem divina ou da mente humana ou ainda de origem maligna. Como saber? Aqui, o dom de discernir os espíritos tem o papel essencial de preservar a saúde espiritual da congregação. Segundo nos ensina o pastor Estêvam Ângelo, o “discernimento de espíritos não é habilidade para descobrir as faltas alheias”. O dom não é uma permissão para julgar a vida dos outros. [Comentário: Esta habilidade conferida pelo Espírito Santo para reconhecer a identidade dos espíritos que estão envolvidos nas atividades terrenas, bons ou maus. É um dom que traz clareza a igreja do Senhor, traz a luz as confusões e orienta. Tem como propósito proteger, guardar, guiar e alimentar os Filhos de Deus. (Atos 16.16-18). Hoje estamos passando por manifestações sobrenaturais e muitas vezes o povo de Deus não sabe de onde vem, se de Deus ou do diabo. Nem todo milagre está vindo de Deus pois Satanás também é um espírito sobrenatural. Este dom não é liberado para julgamento do próximo (Mt  7.1), nem para achar falhas de caráter nas pessoas, mas unicamente para discernir os espíritos. Não se engane, quem possui esse dom não fica a tentar conhecer as pessoas interiormente. É uma farsa! Este dom é acompanhado pela habilidade divina para resistir aos espíritos e sair vencedor.]
3. Discernindo as manifestações espirituais. A Palavra de Deus nos ensina que os espíritos devem ser provados (1Jo 4.1). Toda palavra que ouvimos em nome de Deus deve passar pelo crivo das Sagradas Escrituras, pois o Senhor Jesus nos advertiu sobre os falsos profetas. Ele ensinou-nos que os falsos profetas são conhecidos pelos “frutos que produzem”, isto é, pelo caráter (Mt 7.15-20). Jesus conhece o segredo do coração humano, mas nós não, e por isso precisamos do Espírito Santo para revelar-nos a verdadeira motivação daqueles que falam em nome do Senhor. O apóstolo João nos advertiu acerca do “espírito do anticristo” que já opera neste mundo (1Jo 4.3). [Comentário: Somos advertidos contra os falsos profetas. Devemos prestar atenção para não sermos enganados ou nos deixar impressionar por eles. Profetas são aqueles que preveem as coisas que vão acontecer. Existem alguns, mencionados no Antigo Testamento, que tinham a pretensão de fazer previsões, sem dar nenhuma garantia, e os acontecimentos desmentiram as suas pretensões; dentre eles, estão Zedequias (1 Rs 22.11) e um outro Zedequias (Jr 29.21). Os profetas também ensinavam ao povo o seu dever, de modo que os falsos profetas mencionados aqui também eram falsos mestres. Cristo, que além de Messias era um Profeta e um Mestre enviado por Deus com a missão de enviar outros mestres que com Ele aprendessem, está nos advertindo a prestar atenção nos impostores. Ao invés de terem a pretensão de curar as almas com tuna doutrina saudável, eles não fazem mais do que envenená-las. Paulo cita como exemplo digno de ser seguido os crentes de Beréia, os quais conferiam toda palavra de Paulo nas Escrituras. Aqui está uma grande necessidade da igreja hoje - muitos crentes são “analfabetos” bíblicos. Esta é a causa de tantas heresias infiltradas em nosso meio. Sem dúvida, o dom discernir os espíritos é uma urgência hoje, pois esta é uma das maneiras pelas quais os discípulos de Cristo poderão ser desviados do caminho ao céu, o que torna o fato uma advertência necessária. Tomai cuidado, conservai-vos longe, não tende nada a ver com pseudo-profetas, com profetas falsos. Até mesmo é loucura parar e discutir com eles. Pois, eles são profetas falsos. Falsificam, deliberadamente, a Palavra de Deus. Eles colocam suas próprias mentiras e a sabedoria de pessoas falíveis no lugar da verdade eterna. Chegam, sem serem convidados, sem chamado. Têm, como prática, ir àquelas pessoas que são membros duma igreja, com a intenção deliberada de induzi-las a abandonarem a verdade. São sábios em sua própria presunção e nas formas do engano. Chegam numa forma muito humilde, na vestimenta da inocência e inofensividade. Confessam ter autorização do próprio Deus, e são adeptos de fingida amabilidade. Mas seu verdadeiro caráter se mostrará depois, visto que, por inclinação e treinamento, são lobos vorazes. Sua natureza é devorar. São gananciosos por dinheiro, ambiciosos por poder, mas, acima de tudo, são ansiosos para destruir almas. São assassinos de almas humanas. ]
SINOPSE DO TÓPICO (3)
O dom de discernimento dos espíritos é uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais.

CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus necessita dos dons de revelação para discernir entre o certo e o errado, entre o legítimo e o falso. Os falaciosos ensinos e as manifestações malignas podem ser desmascarados pelo dom do discernimento dos espíritos. Que Deus conceda à sua igreja dons de revelação para não cairmos nas astutas ciladas do Maligno. [Comentário: O grande avivalista Edwin Orr, certa feita, pregava à uma grande multidão. Para espanto dos presentes, chamou um pastor imersionista e outro aspersionista e perguntou: “Qual de vocês usa mais água no batismo? Antes que o constrangimento se instalasse, ele disse: Não importa a quantidade de água. A água só lava o interior. É preciso receber o batismo com fogo, porque o fogo queima e purifica o interior. Terminada essas palavras, ele voltou-se para a multidão e disse, vocês precisam ser batizados com fogo”. Os dons do Espírito são os meios pelos quais os membros do corpo de Cristo são habilitados e equipados para a realização da obra de Deus. Sem os dons do Espírito, ao invés de a Igreja ser um organismo vivo e poderoso, seria apenas mais uma organização humana e religiosa. É urgente clamarmos pelos dons, além daquele(s) que temos recebido, busquemos o dom de discernir os espíritos, a faculdade de perceber diferenças, distinguir entre a verdade e o erro e de julgar as coisas claramente. O discernimento será útil na seleção do que ouvimos, falamos, lemos, vemos. É uma questão de disciplina!  É ter percepção para reconhecer falsos profetas, espíritos enganadores e distinguir e separar entre o sobrenatural da parte de Deus e da parte das trevas. “Vede pois como ouvis” (Lc  8.18).  “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus” (Tg 1.5). “... todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1.19).  Na vida cristã prática, o discernimento, impedirá o desenvolvimento da raiz do mal, já cortada pela obra realizada na Cruz, mas arraigada na natureza humana. O discernimento favorecerá o crescimento espiritual, com a libertação dos desejos impuros da mente, da rebeldia e oposição à Palavra. “... tendo os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14). “Se alguém tem ouvidos ouça... atendei ao que ides ouvir” (Mc 4.23-24a).]  “NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012..
EXERCÍCIOS

1. De acordo com a lição, defina sabedoria.
R. Discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas.
2. Cite dois exemplos de sabedoria vinda de Deus no Antigo Testamento.
R. José e Salomão.
3. O que é o dom da palavra da ciência?
R. Este dom se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus.
4. Qual é a função do dom da palavra da ciência?
R. Preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do Maligno.
5. Segundo a lição, defina o dom de discernimento dos espíritos.
R. É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010;
-. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;

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